
Insustentável.
Maio 24, 2008Num segundo eu devanesço, tão leve que quase não existo
me arrisco a não ser… e é não sendo que a vida transborda entre meus dedos, macia e doce.
Gosto da vida doce, mastigável feito bala de goma, nostálgica feito um caminhar de outono. Vida que é vida sem esforço, sem trancos, sem pausa. Vida que flui.
Não me agrada a vida com gosto de água, insípida, fria. Do tipo que nos atravessa. Está lá, mas ao mesmo tempo é invisível. É escorregadia.
eu gosto de opostos.
gosto de fechar os olhos e morrer por alguns segundos, sem ouvir nada, sem sentir nada.










