Arquivo | outubro, 2010
25 out

Words are flowing out like endless rain into a paper cup, they slither wildly as they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind, possessing and caressing me.
Images of broken light which dance before me like a million eyes, they call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box, they tumble blindly as they make their way across the universe.
Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears
Inciting and inviting me.

Limitless undying love, which shines around me like a million suns,
And calls me on and on across the universe.

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“A vida é

3 out

como uma queda. É como cair, cair num buraco muito alto, onde nem dá pra ver o fundo, mas temos certeza de que ele existe. A vida é uma queda, e a vertigem é melhor do que qualquer queda. Quem sabe a vertigem de uma vida é essa sucessão incontrolada de desejos, medos, anseios, alegrias e toda essa espécie de sentimentos que, deslumbrados, nos esforçamos em entender e controlar?

Mas por mais que controlemos a nossa queda, ela sempre resultará no mesmo encerramento: nos esborrachamos lá embaixo. Logo, por que não encarar o nosso fim, inclinando a cabeça para baixo, fitando corajosamente o abismo que se revela, fazendo de nossa vertigem algo intenso, válido, perturbador?

Porque não fazer da morte a obra-prima da vida, o desfecho glorioso de um livro complicado e difícil de entender, mas que contudo nos leva ao riso e ao choro, à dor e ao gozo, à paz e ao desespero?”