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See you on the dark side of the moon.

8 jun

pink floyd night

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Strangers passing in the street, by chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand, and lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to move on, and no one speaks, and no one tries
And no one flies around the sun.

noite de descobertas, superações e sentimentos intensos..

Before you’re lost between the notes

27 mar

era a minha favorita.
fechei os olhos e minha cabeça pendeu para trás; contemplei o vazio pincelado de cores erguido sobre mim ]
como se a mão dele eu segurasse e aquele dia meio estranho desaparecesse
e eu me perderia em meio às notas ]

como se abríssemos caminho em meio à multidão, naquele esforço contínuo constante
antes que dele eu fugisse, antes que eu tivesse tido demais, antes que eu me perdesse
e eu estava tão feliz em desaparecer, tudo se fundia em um
minha cabeça girava e girava e girava e as luzes brilhavam nos meus olhos ]

olhei para frente; ele olhou para trás
não só uma vez; não só duas vezes ]

na verdade eu só estava fingindo ser alguma outra coisa
na verdade eu nunca realmente estive lá
e antes que eu fugisse de você, antes que eu me perdesse em meio às luzes
antes que a sua mão eu segurasse ]

eu dei as costas e aquelas luzes me atravessaram
e você sussurrou em mim aquelas palavras gritadas
Come on and let it out
Before you run away from me
Before you’re lost between the notes
Just dance, dance, dance, dance…

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Durante a ausência do sol.

7 maio

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Resquício algum sobrou das flores primaveris, agora soterradas pela neve que se acumula lá fora.
Seus pensamentos encolhem-se junto ao peitoril da janela, debulhando-se em profundos e confusos lamentos, todos vermelhos.
Ela caminha sob a grossa chuva de outono, se afogando em lágrimas alheias, observando um ou outro transeunte, invisíveis a olhos nus, os dois, ou quatro, ou sete, se assim fosse para ser (mas que talvez nunca o será), separados por um muro de porquês.
Um muro desses tais pensamentos, que observam densos flocos de melancolia e de algumas coisas que nos fazem passar noites em claro, com lágrimas nos olhos e nós apertados em cada pedaço do nosso corpo maltratado, caírem vazios, formando uma canção de adeus.
Os lamentos, vermelhos, por sua vez, refletem-se nos poucos espelhos que restaram naquela casa abandonada. Tornaram-se figuras esguias, porém apaixonantemente belas, imersas em suas redomas particulares, palpitando, não com palavras, mas somente e completamente com seu ser.
Com os pés dilacerados pelos cacos de seus espelhos (que ela mesma estilhaçara), caminhou pelo jardim coberto de branco e de sua infelicidade. Deixou seu corpo nu cair na neve, e ali jazeria, sangrando, até sua vida se esvair.