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11 dez

There is a dark shadow hovering over the sea, just right in front of where I used to stargaze and feel the morning breeze caressing my face. Here in my land, after a long period of stable peace, you suddenly appeared coming out of the misty forest – not hiding yourself among the tree branches, but walking unhesitatingly and fearless to the tree.

You have become this shadow that darkens my dreams. You have made me feel cold even when I’m sitting on the edge of the cliff while whatching the sunset. My dearest tree land seems no longer safe to keep myself quiet.

I find myself looking around when you call me. But your hidden.

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icebox

18 nov

Distraidamente, encontrei esses dias um rosto sorridente que me deixara há certo tempo considerável. Tempo preenchido de certezas irregulares, dois ou três rumos, alegrias, inconstância e devaneios.

Os cabelos longos e cacheados, o olhar ingênuo – por vezes amedrontado – e os movimentos delicados que acompanham esse rosto costumavam aparar minhas quedas, quando eu me instigava a pular precipícios e afundar minha mente em abismos de melancolia. Algum dia percebi que não encontrava mais abismos por onde andava – e igualmente percebi que aquelas mãos não mais seguravam as minhas.

Tampouco voltei a pular precipícios, mas se a vejo novamente nas proximidades talvez me deixe guiar por outras direções. Quero me acalmar; andei muito por lugares abissais, solitários ou estuporantes.

Já sem fôlego, levo os pés machucados por caminhos tenebrosos e acidentados. Vou desaparecer, mas talvez alguém me veja por aí.

From the trees.

1 set

I pretended to be unaware, absorbing the cool wind hitting my face, even if his attempts of discretion were so failed. My eyes drew a smile, but I kept looking straight to the ocean. Actually, I was sitting among very soft leaves and branches, with my hands resting on my legs. I had an amazing view from over the tree: I could see the sunlight glinting on the water and a velvet, peach-coloured sky.

He stood still between two large oaks, gazing at me.

And I just waited for the right time.

The white-coloured boy.

22 maio

It was cold and windy that night, when she was walking on the beach, thoughtless.

Survinving became harder than ever those days. Even breathing was difficult: she could not fight against the cold anymore.

As she glanced at the forest, something moved among the trees. She would not dare to get closed to the forest, it was such a danger! But the figure came closer and closer, and she was petrified.

She realised it was a boy, and he was white-coloured. He stood right in front of her. She looked at him and could see the ocean through his eyes.

They stayed impassive, gazing to eachother, when the white boy held on to her left hand, then hugged her. She felt a sudden warm and comfort; night wasn’t cold anymore and she realised she wasn’t completely alone. The white boy and the little girl standed like this for two days. At the twilight of the second day, the white boy gave a last deep look at the little girl, and went into the sea.

She thought she could see him sinking.

Deep inside, the little girl knew he would always be there. She had a part of him in her heart now, wich would keep her warm.

She spent several years looking down to the ocean. But she had no need to wait for anything… he was inside her and they were sticked together

f o r e v e r

A percepção aguda do previsto imprevisto.

22 maio

nada fala, nada se move, nada pulsa
nesse mundo congelado, parado no tempo*
onde tudo agora flutua levemente, e somente as fitas coloridas que, de outra forma, penderiam na sua mão, são fustigadas pelo vento.
onde milhões de janelas se abriram ali no meio do nada, revelando outros milhões de mundos coloridos e ativos
e
conectados
por fitas
azuis*

e a neve que era fria se torna morna, o vermelho perigoso talvez seja azul, as águas do mar não se movem (por enquanto), e os cacos de espelhos não cortam e espinhos nao furam…
tudo flutuando num tempo que não nos pertence (deixemo-los livres agora)*

Durante a ausência do sol.

7 maio

.

Resquício algum sobrou das flores primaveris, agora soterradas pela neve que se acumula lá fora.
Seus pensamentos encolhem-se junto ao peitoril da janela, debulhando-se em profundos e confusos lamentos, todos vermelhos.
Ela caminha sob a grossa chuva de outono, se afogando em lágrimas alheias, observando um ou outro transeunte, invisíveis a olhos nus, os dois, ou quatro, ou sete, se assim fosse para ser (mas que talvez nunca o será), separados por um muro de porquês.
Um muro desses tais pensamentos, que observam densos flocos de melancolia e de algumas coisas que nos fazem passar noites em claro, com lágrimas nos olhos e nós apertados em cada pedaço do nosso corpo maltratado, caírem vazios, formando uma canção de adeus.
Os lamentos, vermelhos, por sua vez, refletem-se nos poucos espelhos que restaram naquela casa abandonada. Tornaram-se figuras esguias, porém apaixonantemente belas, imersas em suas redomas particulares, palpitando, não com palavras, mas somente e completamente com seu ser.
Com os pés dilacerados pelos cacos de seus espelhos (que ela mesma estilhaçara), caminhou pelo jardim coberto de branco e de sua infelicidade. Deixou seu corpo nu cair na neve, e ali jazeria, sangrando, até sua vida se esvair.